terça-feira, 18 de novembro de 2008

ATA DO NOSSO ENCONTRO (?)

Alinhar ao centroA Ata Do Nosso Encontro

Mais uma vez, não haverá!!!

Infelizmente, faltou, em Maceió, o Jabuti
O quelônio “escriba” de nossa Turma,
Ou alguém que a ele substituísse
Com desenvoltura e verve igual!!!

Não haverá ata, e, sim,
Um punhado de fotos
Tiradas por mãos hábeis e inábeis,
Todas carregadas de densa emoção.

Não haverá, mais uma vez, ata,
Mas em nossas lembranças,
Recolhidos e armazenados,
Registros de momentos alegres,
Registros de reencontros
Que nunca se perderam no tempo!!!

Sim, não haverá ata,
Mas ecoarão em nossos ouvidos
As vozes de cada um conhecidas,
Os sorrisos largos,
As descrições de alguns,
Tidas como discursos improvisados,
Relatando momentos vividos,
Em tempos de uma juventude
Saudosa e alegre.

Sim, não haverá ata,
Mas nossas almas sentirão,
Ainda por algum tempo,
As ausências justificadas ou não,
Estas últimas enfatizadas,
Em reunião pelo Guaxinin,
Mas que nos marcaram,
Intensificando ainda mais,
Mais e mais saudades.

Saudades sentidas
Do Hélio (Zé Capim),
Marcos Kogan, Ingo Jordan (Chacrinha),
Do Carlos Meyer (Alfinete),
Do Otto (José Onça), da Marlene,
Do João Palma (Tucunaré),
Do Cid Loureiro (Jabuti),
Do Newton (Formigão),
Do Jorge Alberto (Perfume), do Domenack,
Do Eleodoro (Gambazito),
Do Mendel (Aranha),
Do Cassimiro (Cassi, o Machado),
Do Adilson (Curió),
Do César (Paca), do Colchao (Cholo),
E do Rolando.

Saudades também das “esposas”,
Dedicadas companheiras
Daqueles que já se foram.
Lembranças muito sentidas do
Palmiro, Ingo Otto, Pery,
Carlos Eugênio, Mauro Pedrosa,
Norberto, Mário Soza, Mário Ramon,
Hiroshi, João Baptista, Vitor Veirauch,
Armando Lafora, e Waldir.

Não haverá, mais uma vez, a ata,
Que um escriba nosso
Tão bem sabe tecer,
Entremeando sentenças,
Levantando, de baús nossos,
Momentos que teimam aí ficar
Para serem remexidos,
Manipulados com delicadeza e doçura.

Ficará conosco, não em ata,
Mas aqui, em um simples registro,
O magnífico acolhimento
Do Diógenes e da Ana,
Que tanto se esmeraram
Para oferecer o melhor.
Ficarão, o abraço,
O sorriso, e o beijo
Que por si se bastavam.
Nos acolheram quais jovens
Que voltavam, de uma longa noite,
Para despertarem de um tempo
Cujo sol se foi,
Cuja lua deixou de brilhar,
Cujos trinados de pássaros ficaram,
Voltando agora por mãos delicadas
Que eles, Diógenes e Ana têm.
Eles, generosamente, nos acolheram
Em um ambiente de magia,
E nele fizeram despertar os sorrisos,
E reavivaram, em nossos olhos,
O brilho jovial de outrora.
As suas mãos foram reforçadas
Pelas do Geraldo Brito (ENA/64),
Atenciosas e prestativas.

Não, não haverá ata,
Mas um arquivo individual, intransferível
Que cada um que lá esteve
Poderá manusear, e dele retirar
O que de mais suave houver
Para alimentar nossas almas,
E mantê-las até um próximo encontro.

Provavelmente, será ele em Outubro/2011,
Nos arredores de nossa cidade,
Rio e Janeiro,
Antiga capital, e outrora centro
Que irradiava cultura,
Elegância e cidadania.
Comemoraremos, então, um cinqüentenário
De intenso significado para cada um de nós.

Não, não haverá ata,
Mas apenas esta nota, este registro,
E uma foto tida oficial do encontro,
Documentos estes que se pretendem
Ser delicados, cativantes e fraternais.

Aix
Com a colaboração
Da Comissão “ENA 61 É Ouro”,
Pretensiosos, audaciosos,
E miseráveis escribas também.

Outubro/2008.

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