segunda-feira, 24 de novembro de 2008

CRÔNICA DE IVANA

Maceió, que lugar lindo!


Chão deslizando sob os meus pés...

Olhos fechados...

Caminho sobre a areia fina e quente. E ela me traz o cheiro do mar... que traz o azul do céu... que serve de palco para o sol nordestino brilhar. Cenário paradisíaco emoldurado pelos barcos à vela e pelos coqueiros dançantes. Que paisagem exuberante!

O que mais se pode querer da vida?

E tem mais: Eu estava acompanhada de um adorável rapaz... completando 71 anos de idade...
Era seu aniversário e também nossa primeira noite em Maceió (outrora chamada de “Maceióque”).

Olhos ainda fechados...

Quanto mais caminho, mais aguçados ficam os meus sentidos, tanto que até posso sentir a energia dos momentos há pouco vividos. Sim, há pouco vividos, pois hoje faz apenas um mês que os alunos da ENA se encontraram! (... desculpem-me, mas não dá pra escrever “ex-alunos”, pois “ex” significa “não são mais” e não creio que seja o caso de vocês. O amor com que falam da universidade e de tudo o que nela viveram os torna eternamente “alunos” da ENA).

E quanto mais caminho, mais se revelam diante de mim os rostos alegres e simpáticos de tantas pessoas que conheci. Pessoas que, por valorizarem a convivência ímpar que tiveram há décadas, vêm se reunindo para celebrar a belíssima história que escrevem até hoje no Livro da Vida. Deus seja louvado por tão sincera amizade!

Bem, a Regina e o Aix, a Zézinha e o Gerd foram os primeiros amigos do Igo que eu conheci (logo depois, vieram a Márcia e o Mendel também). E como foi bom abraçá-los mais uma vez! Gerd, eu devia ter anotado todas aquelas piadas que você contou... dei boas gargalhadas! (Sei que Zézinha as deve saber de cor, tantas vezes que as escutou, mas eu quero fazer rir outras pessoas também).

E fui fazendo mais amigos, cada um com seu jeitinho, seu estilo, seu carinho... Ana e Diógenes; Lívia e Celso, Leda e Marcos, Mércia e Joaquim, Vânia e Cláudio, Delma e Hermínio, Maria Tereza e Francisco, Juracy e Hércules, Waldemar (que veio lá do Maranhão, sem a Marilene, que lá ficou atendendo uma das filhas) e o Adriano (sentindo a ausência de sua saudosa esposa).

(Abro parênteses para ressaltar que me senti profundamente emocionada por ter sido tão carinhosamente acolhida por todos vocês! Muito obrigada!).

Quantas lembranças boas! O coquetel de recepção; o jantar de confraternização; o passeio de ônibus a Deodoro e às praias; o almoço no Bar do Pato; o emocionante momento de reflexão à noite, no hotel; a escuna deslizando na lagoa Mundaú; as lembranças e preces da “assembléia” e à noite, o forró na Barraca do Lampião... Não é todo dia que se pode ser tão feliz ao lado de quem a gente ama... Iguinho, adorei dançar forró com você! Quero mais!

Olhos abertos...

O chão, agora de esteira, continua deslizando. Não é todo dia que, apesar da luz artificial, do ambiente fechado e quente de uma academia de ginástica, se pode lembrar a cor do sol, sentir a brisa vinda do mar, e refrescar-se com as ondas do mar...

Não é todo dia que, apesar de estar apenas me exercitando em cima de uma esteira ergométrica, ao lado de um ventilador, consigo me deslocar pra tão longe, e abraçar tantas pessoas ao mesmo tempo.

Espero que por muito tempo essas adoráveis lembranças continuem a deslizar em minha mente e que outras, quem sabe melhores ainda, futuramente se repitam por ocasião do novo encontro dos 50 anos da turma ENA 61.

Um abraço
da Ivana

23 de novembro de 2008

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